To: AUDITORIO From: Jairo Gomes Queiroz Cc: Subject: [APGC2005] Pergunta para Nick, Hubert e Verna Alee --------------------------------------------------------------- Msg de "Jairo Gomes Queiroz" --------------------------------------------------------------- Caros participantes da Conferência Alguns acreditam que conseguindo saber como uma determinada empresa resolveu um problema ( melhores práticas) , torna-se fácil resolver um problema idêntico em sua empresa, bastando apenas adequar a solução. .Qual a sua opinião sobre este assunto, considerando a Teoria da Complexidade? .Qual o possível rebatimento desta teoria na Gestão do Conhecimento? O Ricardo Silva abordou este assunto no seu e-mail para o Nick e ele respondeu. Acredito na Gestão do Conhecimento ( evidentemente não acho nada absurdo) mas acho que podemos inserir ou pelo menos reconhecer os conceitos da teoria da complexidade que o Ralph Stacey propôe, um meio termo. .O que acham sobre esta abordagem? Obrigado, Jairo Gomes Queiroz jairogq@ons.org.br To: AUDITORIO From: Nick Bontis Subject: Re: [APGC2005] Mais algumas questoes Cc: --------------------------------------------------------------- Msg de Nick Bontis --------------------------------------------------------------- `As 19:01 26/1/2005 -0200, Ricardo Vidigal da Silva disse: >Nick, quais as consequências a nível político nacional dos relatórios >nacionais do capital intelectual? O CI transformou-se de um assunto de nível empresarial com raizes na contabilidade dos início dos anos 90, em um ferramenta que reúne os Rh, a s TI e as iniciativas estratégicas. Mais recentemente a transformação deste campo de conhecimento levou a nálise para o nível nacional que naturalmente tem contornos políticos. As consequências para os políticos de não levarem o CI a sério são arriscarem a fazer uma má alocação de recursos em I&D, educação, literacia, infraestruturas de telecomunicações, e estratégias de competitividade global. Os políticos devem saber onde se classifica o CI do país no mundo e fazerem tudo ao seu redor para melhorar os eu status. Esta não é somente uma questão de competitividade futura, mas sim de sobrevivênncia na era do conhecimento. > Como poderão os políticos estabelecer políticas para maximizar o capital > intelectual dos países? De acordo com meu artigo JIC (2004) o ìndice nacional de CI (vêr www.bontis.com/research.htm ) o antecedente mais importante é o capital humano. Isto significa que um investimento acrescido em educação e desenvolvimento profissional é crítico. Estes investimentos alimentam o capital de processo e renovação dos países. Outras investigações também mostraram que é muito importante gerir os "drivers" de um capital humano nacional forte, e estes são afectados positivamente pela valorização e igualdade dos sexos, e a saúde e são afectados negativamente pela pobreza. Dr. Nick Bontis Tel: (905) 525-9140 x23918 www.Bontis.com www.Bontis.com/bontisbio.pdf To: AUDITORIO From: Nick Bontis Subject: Re: [APGC2005] medir o capital intelectual (Mr. Bontis) Cc: --------------------------------------------------------------- Msg de Nick Bontis --------------------------------------------------------------- `As 19:54 26/1/2005 -0200, Mario Paulo Teixeira Pinto disse: >a maior parte dos modelos de sistemas de gestao do conhecimento nao >referem de forma explicita a medicao do capital intelectual (CI). Sendo este >um tema cada vez mais em voga, porque e´ que esta situacao acontece? Quais >sao as aplicacoes de referencia para medir o CI? Eu recomendo-lhe o meu artigo (2001) "Assessing Knowledge Assets: A review of the models used to measure intellectual capital", International Journal of Management Reviews, 3, 1, 41-60. www.bontis.com/ic/publications/IJMRBontis.pdf Também lhe recomendo a ler uma artigo recente de minha co-autoria com uma sócio meu David Brett da Knexa Solutions (www.knexa.com) que realça como atribuir um preço de forma dinâmica nos leilões de de troca conhecimento pode ser utlizado para valorar o CI. Chama-se "Selling expertise to the highest bidder" (Vender conhecimento especializado a quem fizer a maior oferta) Eu também eu disponibilizo uma demonstração grátis do software Tribute para aqueles que estiverem interessados numa potencial compra. Por favor contacte o meu sócio Ravinder Mlait na rmlait@knexa.com e diga-lhe que ouviu falar da ferramenta neste forum. >So´ mais uma questao: Sera´ de todo incorrecto considerar a medicao do CI >como mais um processo na gestao do conhecimento, tal como a criacao, captura >ou transferencia do conhecimento? Eu penso que CI e GC estão relacionados pois um constroi o outro num sistema dinâmico. Por outras palavras, CI é o stock e GC é o fluxo. Uma forte execução de um plano de GC levará estrategicamente a uma subida no CI Dr. Nick Bontis Tel: (905) 525-9140 x23918 www.Bontis.com www.Bontis.com/bontisbio.pdf To: AUDITORIO From: Nick Bontis Subject: Re: [APGC2005] medir o capital intelectual (Mr. Bontis) Cc: --------------------------------------------------------------- Msg de Nick Bontis --------------------------------------------------------------- `As 12:37 27/1/2005 -0200, Jairo Gomes Queiroz disse: >Alguns acreditam que conseguindo saber como uma determinada empresa resolveu >um problema ( melhores práticas) , torna-se fácil resolver um problema >idêntico em sua empresa, bastando apenas adequar a solução. A minha área de especialização é GC e não teoria da complexidade >.Qual o possível rebatimento desta teoria na Gestão do Conhecimento? A teoria da GC não propõe uma única solução que possa ser replicada nas outras empresas. Existe uma variedade de soluções tecnológicas que resultam bem numas empresas e não noutras. Eu tenho muita experiência a fazer cosultoria com clientes governamentais e os seus requisitos de GC são completamente diferentes dos privados. Outro elemento importante numa emprea é a dimensão. É muito mais dificil colaborar com uma empresa com milhares e milhares de empregados que vivem em vários países e falam diferentes línguas. O melhor a fazer pelos investigadores e gestores considerando um plano de GC para executar é garantir que o diagnóstico é o primeiro passo. Isto é crítico porque estabelece a base para as áreas prioritárias. Tal como um médico, não podemos operar sem fazer um raio X primeiro. Dr. Nick Bontis Tel: (905) 525-9140 x23918 www.Bontis.com www.Bontis.com/bontisbio.pdf To: AUDITORIO From: Leonor Cardoso Cc: Subject: [APGC2005] Pergunta para Nick Bontis --------------------------------------------------------------- Msg de "Leonor Cardoso" --------------------------------------------------------------- Caro Nick, Obrigada por aceitar partilhar o seu conhecimento connosco. Numa resposta que deu enfatiza a importância do diagnóstico como pressuposto de qualquer projecto de GC. Embora já nos tenha dito que não existem "receitas mágicas" aplicáveis a todas as organizações, que sugestões daria a uma organização que quisesse iniciar agora um diagnóstico desses? Cumprimentos Leonor Cardoso To: AUDITORIO From: John Maloney Subject: RE: [APGC2005] {Spam?} Boas-vindas Cc: --------------------------------------------------------------- Msg de John Maloney --------------------------------------------------------------- Para além das palavras existe alguma verdade na questão. contudo, como Churchill disse "... o Reino Unido e os EUA são dois grandes países separados somente por uma língua comum ..." A noção de aplicar o capitalismo da gestão, i.e. a gestão científica, ao trabalho do conhecimento pode ser considerado absurdo. Os conceitos da GC, como as redes, a conductividade, os ecosistemas, os clusters, a colaboração, o valor, a comunidade, a conversação, etc., tem muito da ciência da complexidade. As pessoas da complexidade procuraram impor-se no início do séc. XX. Eles perderam a atenção e agora estão a reagrupar-se e a tentar reafirmar-se rapidamente. Quando alguém fala de ecosistemas está a falar de complexidade. A primeira regra da GC - Não faças mal... vem da ciência da complexidade As citações podem não ser a melhor métrica da viabilidade comtemporânea do campo mas nos anos 80 existiram centenas de artigos em inteligência arificial e peritos em sistemas que não não chegaram longe. Os intangíveis e o Ci são reais e crescendo rapidamente. Olhem só para o rácio: market to book ao longo dos últimos 30 anos!!! Finalmente, existe provavelmente uma violente concordância com: "... o conhecimento emerge da conversação e da comunicação..." Cordialmente John `As 10:33 25/1/2005 -0200, Ricardo Vidigal da Silva disse: >O meu desafio inicial não é propriamente uma questão mas sim um >comentário critico a um artigo disponível em ...snip... >complexidade (ou seja o conhecimento emerge na conversação e comunicação >entre pessoas e não de um modo linear racionalista). " To: AUDITORIO From: Hubert Saint-Onge Subject: Re: [APGC2005] Pergunta para Nick, Hubert e Verna Alee Cc: --------------------------------------------------------------- Msg de Hubert Saint-Onge --------------------------------------------------------------- Realmente eu gosto de ler teoria da complexidade e cibernética. É interessante, eu realmente utilizo isso no trabalho que que estamos a fazer nas organizações. tendo dito isto, eu não acredito em respostas "fazer e já está" para muitos dilemas que encontramos no trabalho aplicado com o conhecimento para transformar as organizações. Eu considero as "melhores prácticas" não sendo tão úteis como são apresentadas. Temos pelo menos 4 razões para tal: 1- Muitas dessas melhores prácticas são só melhores nos seus específicos contextos. Quando o contexto é diferente a práctica já não faz sentido. Levar uma melhor práctica para outro sítio é equivalente a arrancar uma flor do jardim, ela vai parar de florir. 2 - As melhores prácticas são muitas vezes mal interpretadas e mal aplicadas pois as pessoas que as aplicam têm mentes diferentes e pontos de vista daquelas pessoas que as criaram. Não podendo aceder aos diferentes contextos envolvidos, torna a aplicação das melhores prácticas algo cegas. 3 - Demora tempo a aprefeiçoar uma práctica e a declará-la a melhor. Os peritos têm de se reunir e aprovar a práctica como sendo a melhor. Quando isso acontece o contexto já mudou e tornou a práctica irrelevante ou ineficaz. 4 - Os vários níveis envolvidos em melhorar a práctica são tentados a torná-la mais genérica e o processo transforma-a em algo sem sentido. O utilizador já não consegue relacioná-la com algo retirado de experiências concretas anteriores, torna-se inútil. Muitas vezes é tão dificil encontrar "melhores prácticas" correspondentes ao assunto a tratar. Muitas organizações armazenam "melhores prácticas" como quem armazena lenha num canto. poucos se dão ao trabalho de ler o manual de instruções procurando algo útil. Muitas organizações gastaram milhões a gerar "melhores prácticas" e para grande embaraço seu verificam que as utilizam muito pouco. O que deveríamos fazer? Dar às pessoas a capacidade de encontrar quem fez o qu~e que poderá ser relacionada com o trabalho que eles estão a fazer e tornar possível e fácil contactar com eles e discutir a situação com conhecimento total das respectivas situações. Tornar disponível objectos de conhecimento com meta-dados que incluam o nome da origem. A pessoa que procura e o criador podem então ter uma discussão como co-gestores, relativamente à "práctica" descrita no objecto de conhecimento e à sua aplicação à situação que a pessoa que procura está a tentar resolver. Agora, gostaria de ver o que e teoria da complexidade diria a isto..... `As 12:37 27/1/2005 -0200, Jairo Gomes Queiroz disse: >Alguns acreditam que conseguindo saber como uma determinada empresa resolveu >um problema ( melhores práticas) , torna-se fácil resolver um problema >idêntico em sua empresa, bastando apenas adequar a solução. To: AUDITORIO From: Nick Bontis Subject: Re: [APGC2005] Pergunta para Nick Bontis Cc: --------------------------------------------------------------- Msg de Nick Bontis --------------------------------------------------------------- `As 18:54 27/1/2005 -0200, Leonor Cardoso disse: >Obrigada por aceitar partilhar o seu conhecimento connosco. Numa resposta >que deu enfatiza a importância do diagnóstico como ... ...snip... >aplicáveis a todas as organizações, que sugestões daria a uma organização >que quisesse iniciar agora um diagnóstico desses? Uma maneira simples para começar o diagnóstico é fazer um inquérito aos empregados e colocar-lhes questões relacionadas com comortamentos de guardar vs partilhar. E também, quais são os sinais de estrangulamento? Por exemplo, existe medo no local de trabalhao? Como é a satisfação dos empregados? qual é a intenção da empresa para com os empregados no longo prazo? E, tipicamente, eu depois uso mapas causais para identificar especificamente onde se encontram as oportunidades para intervenções de gestão do conhecimento. Dr. Nick Bontis Tel: (905) 525-9140 x23918 www.Bontis.com www.Bontis.com/bontisbio.pdf