Date: Fri, 04 Feb 2005 16:28:43 -0200 To: AUDITORIO From: Piero Formica Subject: [APGC2005] Mensagem final de Piero Formica --------------------------------------------------------------- Msg de Piero Formica --------------------------------------------------------------- Ana, Cumprimentos pela sua liderança. É uma boa maestra da orquestra do conhecimento. Uma mensagem final para os nómadas do conhecimento: O conhecimento é o nosso cobertor, o empreendedorismo é o nosso colchão. Com os melhores cumprimentos, Piero -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 16:30:33 -0200 To: AUDITORIO From: Debra Amidon Subject: [APGC2005] Mensagem final da Debra Amidon --------------------------------------------------------------- Msg de Debra Amidon --------------------------------------------------------------- Queridos colegas da APGC: Tivemos três semanas extraordinárias graças ao talento dos organizadores. Apreciei as vossas questões e comentários e aprendi com as vossas questões. Espero que o material exposto seja um recurso para os vossos interesses em tópicos que não são fáceis de encontrar em livros já que o conteúdo e os projectos de demonstração estão em rápida evolução. A Economia do Conhecimento começa com cada um de nós... estamos todos envolvidos nesta evolução. Deixo-vos com uma passagem da Celestine Prophecy, que, já agora, foi, ela própria, uma exploração às montanhas do Perú. "Muitas manhãs acordo com uma fria pedra cinzenta de medo no estômago - medo de que eu realmente tenha importância. medo de que ter medo não me páre mais Se a descoberta me assustou, também me acordou. Explica-me a mim mesma de uma forma que diz Que tenho integridade e dignidade. Diz que não só posso fazer a diferença, mas que eu sou a diferença." Deixem-me saber dos vossos progressos. Debra -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 18:44:50 -0200 To: AUDITORIO From: portal KMOL Subject: [APGC2005] {Spam?} Mensagem final de Ana Neves --------------------------------------------------------------- Msg de portal KMOL --------------------------------------------------------------- Chegou ao fim a terceira e última semana das Conferências Internacionais On-line da APGC. Foi um prazer para mim poder participar como moderadora numa sessão que me abriu os horizontes quanto ao potencial do conhecimento. Agradeço à APGC o convite que me endereçou e ao Wilson Azevedo, da Aquifolium, que me orientou durante esta semana. Agradeço também a todos aqueles que participaram destas conferências. Embora não tenha havido um grande fluxo de questões, estou certa de que irão beneficiar do conhecimento aqui partilhado. É incrível como ele se aloja dentro de nós e vem ao cima quando menos esperamos :-) Aos oradores, um obrigada muito especial pela disponibilidade e pela abertura e rapidez com que responderam a todas as questões colocadas. Aproveito a oportunidade para vos lembrar de que no dia 11 de Fevereiro se irá realizar em Lisboa o evento presencial que serve de ponto final a esta conferência virtual. A participação é gratuita embora sujeita a inscrição. Estão todos convidados! Para mais informação, por favor consultem http://www.apgc.org. Despeço-me com os melhores cumprimentos até uma próxima oportunidade, Ana Neves ------------------------------------------------------------------ --------------------- portal KMOL Gestão de Conhecimento e Aprendizagem Organizacional URL: http://www.kmol.online.pt ------------------------------------------------------------------ --------------------- -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 22:06:17 -0200 To: AUDITORIO From: Wilson Azevedo Subject: [APGC2005] Caminhando para encerrar as Conferencias Online... --------------------------------------------------------------- Msg de Wilson Azevedo --------------------------------------------------------------- Amig*s Caminhamos para encerrar dentro de alguns minutos as Conferencias Online da APGC. Na sequencia todos receberao as respostas enviadas por Karl Wiig e Debra Wallace a questoes remetidas na primeira semana mas que, por razoes diversas, nao haviam sido ainda enviadas. Lamentamos que a apresentacao de Verna Alee tenha oferecido dificuldades para ser aberta na maioria dos sistemas dos participantes. Tentamos obter com ela nova copia mas nao recebemos resposta a tempo. No entanto, comprometemo-nos a encaminha´-la aos participantes caso nos seja enviada nos proximos dias. Agradecemos a compreensao e paciencia de todos. Um abraco, Wilson -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 22:20:47 -0200 To: AUDITORIO From: Karl Wiig Subject: Re: [APGC2005] Gestao do Conhecimento e Aprendizagem --------------------------------------------------------------- Msg de Karl Wiig --------------------------------------------------------------- `As 08:58 20/1/2005 -0200, Paulo Resende da Silva disse: >Temos assim: gestão da informação, gestão do conhecimento, gestão das >competências e gestão da aprendizagem organizacional. Temos em resumo: >gestão do "processo de consolidação da mudança desejada". Problema: quais os >contextos facilitadores desta mudança? O Sr. da silva coloca uma questão importante que é simultaneamente interessante e difícil - uma questão que eu só posso abordar de várias perspectivas, já que envolve diferentes aspectos da GC, a nossa maneira de negociar em geral, e como nós olhamos para a informação e o conhecimento. Portanto, deixe-me tentar explicar, sumariamente, as minhas opiniões (às vezes conflituosas) depois de colocar os seguintes pressupostos: O papel dos dados é TRANSMITIR informação O papel da informação é DESCREVER O papel do conhecimento é TORNAR POSSÍVEIS as decisões e AGIR O papel da sabedoria é ORIENTAR/GUIAR em águas turbulentas. Uma perspectiva de GC pragmática: Utilizamos a informação para descrever novas situações a partir das quais podemos construir visões, generalizar, e assim interiorizar novas aprendizagens. Utilizamos conhecimento anterior para perceber, avaliar e aceitar a informação que nos chega e para categorizar o que ela descreve, para construir novos conhecimentos. Isto acontece nas pessoas para construir novos modelos mentais ou para fortalecê-los. Nas organizações isto sucede utilizando normas estabelecidas e aceites para "filtrar" e determinar se as novas compreensões e perspectivas deveriam ser adoptadas. Um assunto importante - muitas vezes negligenciado - é que para que as decisões sejam eficazes, têm que ter por base a informação e o conhecimento. Com base só na informação e não no conhecimento, as decisões podem ser arbitrárias. Se tomadas com base só no conhecimento e não na informação, podem ser "caprichosas". Uma perspectiva organizacional: A organização recebe informação continuamente de fora e de dentro - informação que descreve condições, situações e desenvolvimentos de todo o tipo. Dessa informação a empresa determina o que importa reter e aprender - que conhecimento estrutural (ou Capital Intelectual estrutural - CI) deveria ser capturado para utilizar no futuro. Outra abordagem (entre muitas) para a empresa é a conversão de conhecimento pessoal em um dos muitos tipos de CI estrutural. Uma perspectiva TI: Na perspectiva das TI onde "tudo" é capturado, comunicado e armazenado electronicamente a distinção física entre informação e conhecimento tende a ficar pouco clara - mas só superficialmente. Temos "informação de uma só vez" que descreve situações específicas, sendo típicas e ocorrências pontuais. Temos informação que descreve padrões e condições repetidas que ocorrem com frequência. Temos informação que descreve princípios de acção, tais como regras. Neste último caso pode também ser considerado como "conhecimento" que se pode activar. Para além disso, no mundo das TI temos conhecimento embebido que dita as acções e comportamentos de autómatos de muitos tipos. Conhecimentos como regras, julgamentos, etc., podem ser codificados como informação dentro destes mecanismos e sistemas. Uma perspectiva das ciências cognitivas: As pessoas possuem uma grande quantidade de conhecimentos a muitos níveis conceptuais e diferentes graus de generalização desde conhecimentos rotineiros, concretos, até scripts e esquemas metacognitivos - tudo como apoio do raciocínio e na forma de constructos mentais, tais como modelos de referência mental. Para além disso, as pessoas possuem a memória de muitos factos. Uma parte do conhecimento humano parece estar ligada às relações, outra parte aos julgamentos, ainda outra, como memórias episódicas, continua sem interpretação (quando interpretada, a informação episódica recebida pode resultar em compreensão semântica). A maior parte do conhecimento humano é aceite como tácito e não directamente disponível a uma recuperação ou raciocínio consciente. Os sentidos humanos - visão, audição, tacto, etc., incluindo a leitura e ouvir a língua falada - são recebidos como informação que é recebida e com o uso do conhecimento anterior é interpretada para que uma parte dela seja retid a com o novas compreensões - como conhecimento. Uma perspectiva interessante e emergente é que o conhecimento humano não é codificado e pronto para usar - a não ser os conhecimentos muito rotineiros e concretos. Em vez disso, o conhecimento humano consiste numa grande biblioteca de constructos mentais separados que até são distribuídos por muitas regiões do cérebro. Só quando surge uma situação particular - uma situação que requer a atenção e talvez a intervenção - são montados muitos constructos mentais apropriados utilizando "misturas conceptuais" para criar conhecimentos específicos para a situação. Esta compreensão do conhecimento humano é muito diferente do conceito de informação (Para mais informações, pode consultar-se: ) Uma perspectiva filosófica: Nesta perspectiva, um ponto de vista é que: "a informação é um fluxo de mensagens". O conhecimento é um conceito multifacetado, com significado em múltiplas camadas. A história da filosofia desde o período grego clássico pode ser considerada como a busca interminável do significado do conhecimento. A epistemologia tradicional adopta uma definição de conhecimento como "crenças verdadeiras e justificadas". Na teoria da criação do conhecimento, o conhecimento é visto como um processo humano dinâmico de justificar crenças pessoais como parte de uma aspiração à verdade (.) Uma perspectiva societal: As perspectivas societais de toda a área de conhecimento (incluindo CI), como desenvolvê-lo, como utilizá-lo, e como integrá-lo com os fluxos da informação, tornam-se um assunto de significado quer estratégico quer operacional. Resumindo, uma perspectiva é que a informação flui para descrever e informar para fornecer a compreensão de situações actuais e em desenvolvimento - para fornecer a base "factual" para a acção. Conhecimento - como existe ou está a ser desenvolvido - fornece a competência para avaliar situações e para agir eficazmente. Eu não me considero suficientemente "perito" para fornecer uma visão ou uma compreensão unificada destas ou de outras perspectivas sobre a informação e o conhecimento. Contudo, chega dizer que todas elas parecem formar parte de algo que eu considero como "gestão das competências intelectuais" ou GCI. -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 22:28:12 -0200 To: AUDITORIO From: jcterra Subject: [APGC2005] para Karl Wiig --------------------------------------------------------------- Msg de "jcterra" --------------------------------------------------------------- Caro Karl: Antes de mais nada, prazer reencontrá-lo agora virtualmente de São Paulo para Dallas via Portugal Concordo plenamente contigo quando você destaca que ações voluntárias podem apenas ser influenciadas. Em sua experiência quais são as típicas áreas de influência que gerentes de KM podem e devem atuar para atingir os resultados esperados em termos de inovação de produtos e serviços. Você teria algum caso interessante para compartilhar conosco? Um abraço, Claudio Terra Dr. José Cláudio Cyrineu Terra jcterra@terraforum.com.br fone: 011-3088-6021 TerraForum Consultores www.terraforum.com.br Rua Francisco Leitão 469, cj 1512 São Paulo-SP CEP: 05414-020 -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 22:52:04 -0200 To: AUDITORIO From: Karl Wiig Subject: {Spam?} Re: [APGC2005] para Karl Wiig --------------------------------------------------------------- Msg de Karl Wiig --------------------------------------------------------------- `As 22:28 4/2/2005 -0200, jcterra disse: >Concordo plenamente contigo quando você destaca que ações voluntárias podem >apenas ser influenciadas. Em sua experiência quais são as típicas áreas de >influência que gerentes de KM podem e devem atuar para atingir os resultados >esperados em termos de inovação de produtos e serviços. Você teria algum >caso interessante para compartilhar conosco? Cláudio, como sabes, há muitas maneiras de os gestores do conhecimento facilitarem os comportamentos dos trabalhadores do conhecimento que são eficazes na perspectiva da empresa e voluntárias devido aos benefícios pessoais que os colaboradores procuram. Algumas destas são: - Criação e apoio contínuo de Comunidades de Prática; - Cafés de conhecimento e "town meetings" para ajudar as pessoas a perceber as intenções da empresa, como podem ajudar a organização a alcançar os seus objectivos, e como o sucesso da empresa trará benefícios pessoais para eles próprios; - Criação de capacidades para ajudar os trabalhadores do conhecimento a construir modelos mentais de referência, no sentido de aumentar a sua "biblioteca de modelos mentais", para aumentar a confiança nas suas competências e para se sentirem mais seguros no seu trabalho. Alguns destes métodos incluem a "aprendizagem ao longo da vida" como a que é praticada por muitas organizações mais "avançadas" da actualidade, práticas de partilha geral de "lições aprendidas", e "polinização cruzada" onde os trabalhadores do conhecimento são obrigados (sim, obrigados) a trabalhar fora do seu departamento, nos projectos de outras pessoas e no ambiente de trabalho dessas mesmas pessoas - em alguns casos até um dia por semana para aprender o que os outros fazem, para fornecer as suas perspectivas a outros grupos, e para as difundir (isto parece excessivo, mas aqueles que seguem esta abordagem estão seguros de que funciona muito bem). - O meu exemplo de Comunidades de Prática é típico e envolve uma grande empresa com operações parecidas em cinco continentes. Há quatro anos, o responsável pela GC obteve orçamentos para construir uma Comunidade de Prática, para oito unidades. O orçamento era destinado à participação dos trabalhadores do conhecimento na Comunidade, instalações de meios de comunicação (vídeo-conferências, group ware, etc.) e viagens internacionais. Em poucos meses emergiu uma colaboração inter grupal, obrigando estes grupos a partilhar experiências, resolver problemas comuns em colaboração, e com contactos pessoais limitados (através de muitas visitas - cada grupo elegeu uma pessoa para visitar dois outros grupos no primeiro ano). Esta prática construiu uma cultura diferente com entusiasmo, um novo sentimento de segurança no emprego, e uma melhoria considerável na competência combinada como resultado de identificar e utilizar bolsas de perícia. Todos estes aspectos e mais alguns levaram a um aumento da eficácia e do desempenho. -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 23:11:48 -0200 To: AUDITORIO From: Debra Wallace Subject: Re: [APGC2005] Questões para a Debra Wallace --------------------------------------------------------------- Msg de Debra Wallace --------------------------------------------------------------- `As 00:34 19/1/2005 -0200, Ricardo Vidigal da Silva disse: >- a importância de uma comunidade de prática para um indivíduo e para a >organização? >- como aumentar e tirar partido da aprendizagem que resulta da actividade >das comunidades de prática? >- quais os argumentos que utilizaria para convencer um Gestor de Topo a >patrocinar Comunidades de Prática na sua organização ? Olá Ricardo, a sua 1ª pergunta necessitaria todo um livro para lhe responder! Mas, resumindo... - Importância. No meu trabalho e no do Hubert, consideramos que as comunidades de prática são EXTREMAMENTE importantes, não só para o indivíduo e a organização, mas também para a própria comunidade e a sua profissão/disciplina. Portanto, há quatro dimensões de benefícios que podemos referir. Pensamos que as comunidades são o melhor lugar para aprender - para aumentar capacidades de diversas maneiras, através do acesso e da troca de conhecimentos que são embebidos no decorrer do trabalho real. Sabemos que aprendemos mais quando "experimentamos" a aprendizagem num ambiente social. Sabemos que as conversas fazem emergir o conhecimento tácito - o conhecimento que realmente pode fazer toda a diferença. Sabemos que a inovação vem da colaboração. Portanto, sabendo tudo isso, as comunidades têm um papel extremamente importante em qualquer organização. - Aplicando novos conhecimentos. Acho que todos estaríamos de acordo quanto ao facto da aprendizagem por si só (aprender por aprender) ser um desperdício de tempo e de outros recursos valiosos. Nas organizações temos de possuir estratégias para aumentar capacidades. Utilizamos menos de 20% do que sabemos no nosso trabalho. Portanto, o desafio é colher conhecimentos que podem ser aplicados a uma necessidade específica. Às vezes o conhecimento não é utilizado porque nós simplesmente "não sabemos o que sabemos!". É a este nível que os gestores do conhecimento e os profissionais da informação são instrumentais, pois ajudam-nos a tornar o conhecimento explícito, fazer ligações com pessoas que sabem coisas que nos podem ajudar. Há um estudo interessante a ser feito através da Warwick University (eu soube no Instituto de Conhecimento de Babson College, no outono passado). Está-se a investigar porque é que as organizações não usam as melhores práticas; porque as pessoas continuam a " reinv entar a roda" mesmo quando o conhecimento já detido podia ser utilizado para informar numa determinada situação. Considero que vai ser muito interessante conhecer os resultados dessa investigação. Mas a minha reacção "visceral" é que há duas coisas que limitam a nossa capacidade de aplicar o conhecimento - primeiro, não disponibilizamos tempo para descobrir o que já existe antes de avançar - não fazemos investigação preliminar (em grande parte devido às dificuldades de acesso ao conhecimento). Segundo, não confiamos em que o conhecimento gerado por outros seja "suficientemente bom" - pensamos que não vai satisfazer a "característica única" da minha necessidade actual. Não estamos muito abertos a coisas que não sejam "inventadas aqui" - um verdadeiro desafio cultural. - Argumentos para apoiar. Começar sempre com o desafio da empresa - qual é a necessidade da empresa? Se mantivermos isto presente e mostrarmos ao gestor como, através da geração de conhecimento e da resolução de problemas em colaboração, se podem alcançar os objectivos mais rapidamente, mais eficazmente, e com resultados sustentáveis, então temos pouco para "discutir". O Grupo ARK publicou um óptimo trabalho com mais de uma dúzia de estudos de caso, ilustrando como as comunidades de prática fizeram uma diferença significativa nas organizações - ver "Communities of Practice: Lessons from Leading Collaborative Enterprises" - e também descreve o aspecto negocial das comunidades. Deb -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 23:16:09 -0200 To: AUDITORIO From: Debra Wallace Subject: Re: [APGC2005] Cultura das COP´s --------------------------------------------------------------- Msg de Debra Wallace --------------------------------------------------------------- `As 15:18 19/1/2005 -0200, Ricardo Vidigal da Silva disse: >Uma questão que me intriga bastante nas CoP´s tem a ver com a Cultura do >partilhar, do trabalhar em grupo. Da cooperação, que em muitas >Organizações não é fomentada e se vive muito em função da "quinta" , do >seu departamento, do seu papel na organização e dos seus resultados. >Como vencer estas barreiras inter-organizacionais, de culturas de >empresas que vivem e fomentam essa forma de estar e de ser ? Ah, precisamos de outro livro para este aspecto! Não há dúvida que a colaboração precisa de uma cultura de receber e dar apoio. Existem muitas opiniões sobre o que deve ser feito para mudar a cultura, incluindo a opinião que não se pode! Em Clarica, nós temos trabalhado muito os valores - tentando perceber as mentes individuais das pessoas e procurando valores nucleares que se tornam a base do nosso conhecimento. Com certeza que isto não se faz de um dia para o outro! É um longo processo, mas vale a pena. Faz emergir o que é importante para a organização, que logo a seguir tem que ser modelado pelos gestores de topo (têm de demonstrar o que se pensa - mostrar à organização porque é que a partilha de conhecimento é importante e valorizada) e incorporado nos sistemas de promoção e nos prémios (não se pode dizer que se valoriza a partilha de conhecimento e a colaboração e depois "recompensar o desempenho individual). Comunicar com clareza e consistência e depois reforçar o que é importante para a organização com prémios e remunerações adequados. Tudo isto contribui para mudar a cultura. Mas eu posso ter simplificado a mais nesta breve resposta. Ver o recente livro do Hubert com o Charles Armstrong - The Conducti ve Or ganization - para uma muito boa introdução à importância dos valores que apoiam a partilha de conhecimento. Obrigada por estas perguntas tão importantes. Vocês acertaram nos desafios chave para as organizações na era do conhecimento. Deb -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 23:25:40 -0200 To: AUDITORIO From: Debra Wallace Subject: Re: [APGC2005] Gestao do Conhecimento e Aprendizagem --------------------------------------------------------------- Msg de Debra Wallace --------------------------------------------------------------- `As 08:58 20/1/2005 -0200, Paulo Resende da Silva disse: >Temos assim: gestão da informação, gestão do conhecimento, gestão das >competências e gestão da aprendizagem organizacional. Temos em resumo: >gestão do "processo de consolidação da mudança desejada". Problema: quais os >contextos facilitadores desta mudança? Num certo sentido, a sua questão traduz um debate académico. Apesar do debate ser importante, gastar demasiado tempo com ele é uma das razões pelas quais a GC teve, por vezes "má fama". Gestores/executivos seniores olham para isto como uma "perda de ar quente" - um exercício académico de análise conceptual e semântica do qual não decorre nenhum benefício claro para as necessidades imediatas (ou mesmo a longo prazo) da organização. Parte da confusão, penso eu, resulta do facto de tendermos a juntar indiscriminadamente, sem olhar para as diferenças, conhecimento e aprendizagem/aprendizagens. A aprendizagem é um processo, o conhecimento é um resultado do processo de aprendizagem (ou geração de competências). E nós utilizamos conhecimento e informação indiscriminadamente. Muito se tem escrito sobre as definições de informação e conhecimento (veja-se os vários exemplos que definem dados, informação, conhecimento, taxonomia de sabedoria - FID por exemplo). Estabelecendo vocabulário e consistentemente usando-o, decorre um longo caminho no sentido de criar/atribuir sentido acerca do que se pretende dizer ou comunicar de um modo mais abrangente. Considerando os quatro componentes que sugere, você defende a definição de GC de Chun Wei Choo, uma grelha leitura constituída por vários elementos (Chun Wei Choo é Professor na Faculdade de Estudos da Informação da Universidade de Toronto e autor do excelente livro "The Knowing Organization", publicado pela Oxford University Press - que eu vivamente recomendo). O que eu penso é que você precisa de construir uma grelha de leitura para a sua organização - descreva os componentes e as relações entre eles, mostrando como eles funcionam em conjunto, criando um todo - esse "todo", focalizando-se nos imperativos estratégicos da sua organização. Não se trata de uma situação a preto e branco de quatro elementos discretos. É um sistema integrado, como que a teia de uma tapeçaria que nos dá o quadro como um todo. Deb -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 23:29:37 -0200 To: AUDITORIO From: Debra Wallace Subject: Re: [APGC2005] Pergunta para a Debra Wallace --------------------------------------------------------------- Msg de Debra Wallace --------------------------------------------------------------- `As 00:29 19/1/2005 -0200, Leonor Cardoso disse: >Um grupo de seis pessoas funcionou, durante cinco anos, como uma CoP >altamente funcional e eficaz. Depois do primeiro insucesso (não terem sido >capazes de alcançar uma meta, responsabilizando um dos elementos do grupo) >não conseguem "recuperar" a comunidade, correndo esta o risco de se >extinguir. Todos os elementos do grupo lamentam o sucedido, mas sentem-se >incapazes de resolver a situação. Com base na sua tão longa experiência, que >orientação daria a estas pessoas? Olá Leonor, A minha primeira questão é: qual foi o insucesso? Normalmente uma comunidade de prática não tem uma agenda fixa - a não ser que o grupo tenha decidido alcançar um determinado objectivo específico. O que descreveu parece-se mais com uma "equipa". Fora este à parte, consideremos alguns aspectos... Nós tivemos uma situação bastante controversa quando um membro de uma comunidade de prática violou o código ético de participação que foi desenvolvido como parte do trabalho inicial de auto- governo da comunidade (relembro que uma das características de uma comunidade de prática é o seu auto-governo - ela estabelece as suas próprias regras de participação e afiliação e é responsável pela sua monitorização e reforço). O "facilitador" apresentou a questão ao grupo consultivo da comunidade e o membro foi suspenso. Contudo, eles não queriam ser "punitivos" - queriam tornar a situação numa oportunidade de aprendizagem. O diálogo sobre a situação teve início e as opiniões dos membros da comunidade foram expressas. Como resultado, o estatuto de auto-governo da comunidade foi reforçado e fortalecido através do aumento da consciência da responsabilidade de todos para com a comunidade. No entanto, tratava-se de um grupo muito maior do que aquele, constituído por seis pessoas, que referes. Outra questão...haverá algum acordo em torno das regras de envolvimento/participação no grupo? Se sim, elas devem ser seguidas. Se não, esta poderá ser uma boa oportunidade para esboçar algo que permita seguir em frente. Uma vez mais, transforma-se a situação numa oportunidade de aprendizagem. Fiquei curiosa quanto ao facto de o grupo considerar a extinção - isto soa-me a algo bastante drástico! A comunidade existia somente para um objectivo/uma função? (algo relacionado com o insucesso?). Se sim, então é uma comunidade francamente limitada e sendo assim atingiu o máximo da sua utilidade. (Referido no ciclo de vida das comunidades no trabalho de Wenger). Se a comunidade tem vindo a trabalhar bem nos últimos cinco anos, então adopta uma abordagem de inquérito apreciativo e avança baseada no que correu bem no passado, não insistindo nos aspectos menos positivos. Se a comunidade tem um objectivo definido, articulado (e acordado por todos), então isso deveria ser a motivação necessária para ultrapassar estes obstáculos. Não tenho a certeza de ter respondido a todas as questões...Há diversas variáveis para gerir dinâmicas de grupo que vêm a jogo neste tipo de situação. Contudo, a minha experiência diz-me que algumas das mais poderosas aprendizagens decorrem dos erros cometidos. Obrigada, Deb -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 23:34:11 -0200 To: AUDITORIO From: Debra Wallace Subject: Re: [APGC2005] Para todos (preletores e participantes): KM Bibliotecario --------------------------------------------------------------- Msg de Debra Wallace --------------------------------------------------------------- `As 17:43 18/1/2005 -0200, Teresa Mendes disse: >E o que seria um KM Bibliotecário? > >Será que a existencia deste "papel" poderia ajudar a difusão do KM nas >organizações? Olá Teresa, Com a explosão da informação, o papel do "bibliotecário" tem sido largamente expandido na última década para passar a incluir mais do que a "tradicional" imagem do bibliotecário como mero guardador de livros. De facto, tem surgido um movimento dentro da American Librarion Association e a Special Library Associations para focalizar o papel do "profissional de informação". Eu defenderia que os profissionais de informação desempenham um papel vital em qualquer forma de colaboração - especialmente dentro de uma comunidade de prática. Um bom exemplo é a Dofasco Steel (Hamilton, Ontário, Canadá) onde os profissionais de informação (bibliotecários) e o centro de recursos (biblioteca) activamente apoiam o desenvolvimento e crescimento de todas as comunidades na organização. Em Clarica, para além dos profissionais de informação, nós também tínhamos "stewards de conhecimento" - pessoas que eram peritas em determinadas matérias e que ajudavam a verificar e a colher conhecimento suplementar na Intranet. Eram os "guardiões" do conhecimento para a área, quer fosse uma comunidade de prática, uma equipa de trabalho, uma unidade, um departamento - o que quer que fosse. Um "broker" de informação é outro papel importante - alguém que sabe onde encontrar informação, muitas vezes conhecimento tácito que reside num indivíduo - eles são conexões/elementos de ligação que podem trazer para a mesa as pessoas certas, com a informação certa que pode solucionar o problema. Há vários papéis relacionados com a "informação" necessários ao suporte do trabalho do conhecimento. Actualmente, o desafio para as organizações é afastarem-se do pensamento tradicional acerca do que uma biblioteca ou um bibliotecário são ou fazem e pensar nas possibilidades de um olhar mais abrangente que os perspective como profissionais da informação Espero que ajude! Deb -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio Date: Fri, 04 Feb 2005 23:43:51 -0200 To: AUDITORIO From: Ricardo Vidigal da Silva Subject: [APGC2005] Saudacao e Agradecimento --------------------------------------------------------------- Msg de "Ricardo Vidigal da Silva" --------------------------------------------------------------- Terminadas estas 3 semanas de Conferências Online, gostava de agardecer a Todos quanto permitiram estes ricos momentos de reflexão, de partilha, de criação de uma rede de relacionamentos, que perlongue por toda muitos anos e que um dia nos possamos encontrar noutros Forunf presencial ou mesmo online. Ao Karl, ao Tom Davenport, ao Mark, à Debra Wallace, ao Rodrigo, ao Nicky, à Verna Alle (que pena a dimensão do ficheiro alguns não terem poddido ver a sua excelente apresentação), ao Maloney, ao Hubert, à Debra Amidon , ao Bryan, ao Andrew , ao Piero, à Irene o nosso Muito Obrigado pela sua disponibilidade, apesar de serem pessoas muito solicitadas e muito ocupadas, por terem partilhado connosco o seu conhecimento e as suas magnificas expeirências. Em nome da APGC um especial agradecimento ao suporte técnico da organização, nosso pareceiro da Aquifolium, não só pelo desafio de pela primeira entrar nesta aventura mas por terem confiado na APGC. Ao meu amigo Wilson Azevedo, com quem, além dos muitos anos de relacionamento virtual, já tive o previlégio de privar e conhecer pessoalmente num fim-de-semana na minha Cidade e numa noite luso-brasileira de recordar muitos anos, Muito Obrigado. Às Moderadores nossas colegas e Amigas, que com a sua enorme capacidade e competência, aceitaram od esafio de moderar este debate, o nosso agardecimento, esperando no evento presencial de 11/02/2005, possamos comemorar e no caso da Leonor conhecer-nos. Estou certo que apesar do imenso trabalho tenha sido gratificante para Vós este desafio que Vos apresentámos. Finalmente, ao público presente e que participou neste evento e aos que ajudaram a divulgar o mesmo e o fizeram chegar a todos os cantos do mundo,`aos amigos da Sílabo que produziram o Convite, o nosso Obrigado e a certeza que estes resultados compensam o trabalho, as horas de contactos e centenas d ee-mails a convidar, a definir os temas, a explicar os objectivos e as metodologias do evento, tudo o que foi feito para que este evento acontecesse !.. Só servindo e sabendo que foi útil nos dá Força para continuar !.. Bem Hajam... E os de Portugal (ou mesmo os nossos Amigos Brasileiros que queiram vir aPortugal não percam dia 11/02/2005 no ISCTE as nossas Conferências Presenciais. Bem Hajam, com amizade, Ricardo Vidigal da silva -- Esta mensagem foi verificada pelo sistema de anti-virus e acredita-se estar livre de perigo. . . ---------------------------------------------------------------- ENDERECOS UTEIS Enviar perguntas/comentarios: producao@aquifolium.com Suspender recepcao de mensagens: suspender@aquifolium.com Acompanhar evento via web: http://www.aquifolium.com/apgc2005/auditorio