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Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento
Conferências Online e Workshop
17 de janeiro a 04 de fevereiro de 2005

 

A Associação Portuguesa para a Gestão do Conhecimento, entidade sem fins lucrativos, que tem como Missão "o estudo e a promoção da gestão do conhecimento, contribuindo para o aperfeiçoamento do desempenho das organizações, a competitividade do país e a qualidade de vida das pessoas" leva a efeito durante o mês de Janeiro e Fevereiro, um evento onde pretende promover o debate sobre a emergente Gestão das Organizações baseadas no Conhecimento. Procurando aprender com a experiência dos melhores especialistas a nível mundial, entre alguns Portugueses, vamos procurar projectar a estratégia de criação de valor e de riqueza para uma melhor qualidade de vida, mais empreendedora e mais justa e inclusiva de todos os cidadãos. Estas Conferências serão apenas um início de um processo de comunicação, de partilha e interacção, aliás conforme os princípios da Gestão do Conhecimento e da Aprendizagem Individual e Organizacional, que esperemos seja profícuo para as organizações na emergente Era do Conhecimento.

 

PRELETORES/SUMÁRIOS

 

1ª Semana: 17/01/2005 a 21/01/2005

Tema A: Gestão do Conhecimento e Aprendizagem Individual e Organizacional

Moderador: Leonor Cardoso

Gestão de conhecimento pessoal
Tom Davenport

Quanto tempo passa diariamente à procura da informação e do conhecimento de que precisa para realizar o seu trabalho? Já alguma vez sentiu que as ferramentas de que dispõe para ajudar nessa tarefa parece que desajudam?


Pois bem, Tom Davenport, um dos grandes nomes da gestão dos últimos anos, pode ter solução para os seus problemas. Nesta apresentação, Tom irá partilhar a sua perspectiva e os seus conselhos práticos sobre como melhorar a produtividade e o desempenho dos trabalhadores do conhecimento: isto é, de todos nós. Este será também o tema do seu próximo livro prestes a ser publicado.

Gestão de conhecimento centrada nas pessoas: como um eficaz processo
Karl Wiig

Todos concordam que o objectivo da gestão de conhecimento é conduzir ao sucesso das organizações. Esse sucesso advém do bom desempenho das pessoas que nelas trabalham. Por sua vez, esse desempenho depende da forma como as pessoas gerem e aplicam o seu conhecimento.


Na sua apresentação, Karl irá expor um modelo de conhecimento para Situation Handling que se centra nas pessoas. Uma gestão de conhecimento centrada nas pessoas oferece a possibilidade de criar modelos mentais de referência para lidar eficazmente com problemas e criar capital intelectual estrutural.

Criar comunidades de prática
Debra Wallace

Quem não ouviu ainda falar de comunidades de prática? Mas, afinal, o que são? E para que servem? E como se criam e mantêm?

Avaliando os efeitos dos portais corporativos em iniciativas de gestão de conhecimento
Rodrigo Baroni

Hoje em dia é practicamente impossível imaginar uma organização que não recorra à tecnologia como suporte dos seus processos nucleares. Assim, não é de estranhar que as tecnologias de informação tenham sido colocadas ao serviço da gestão de conhecimento como forma de facilitar o desenvolvimento de comunidades de prática, a criação de conhecimento, a gestão de competências e o processo de tomada de decisão. Os portais corporativos são um dos exemplos disponíveis.


Rodrigo irá apresentar uma ferramenta para avaliação qualitativa de portais corporativos. Esta ferramenta permite às organizações identificar áreas para melhoria de forma a maximizar o potencial desta solução tecnológica.

A nova gestão de conhecimento: complexidade, aprendizagem, e inovação sustentável
Mark McElroy

A grande maioria concorda que a estratégia de gestão de conhecimento deve estar alinhada com a estratégia de negócio. Mas, o que acontece se a estratégia de negócio não for sustentável? Qual o papel da gestão de conhecimento neste cenário?


Na sua apresentação, Mark irá debater esta questão, bem como revelar a relação que existe entre o crescente movimento de sustentabilidade e a gestão de conhecimento. Esta relação implica que a gestão de conhecimento, tal como agora a vemos, não é sustentável.

 

2ª semana de 24/01/2005 a 28/01/2005

Tema B :“O Valor do Conhecimento e do Capital Intelectual nas Organizações”

Moderador: Carla Curado

Mapas causais do capital intelectual
Nick Bontis

Esta apresentação dá a conhecer os resultados de uma nova e totalmente diferente metodologia de Recursos Humanos que mede os antecedentes de uma gestão do capital humano efectiva e eventuais motores da performance empresarial. Os objectivos chave desta metodologia de mapas causais são:

a) reconciliar a utilização de medidas económicas e perceptivas de gestão do capital humano para gestores de Recursos Humanos;
b) determinar coeficientes de relação entre diversas variáveis latentes (recursos humanos, tecnologias de informação, gestão do conhecimento, liderança e performance organizacional);
c) divulgar a posição relativa das organizações participantes para que o capital intelectual possa ser redistribuído mais eficientemente;
d) estabelecer um trajecto de investigação que produza avanços empíricos nos campos do capital intelectual e gestão do conhecimento;
e) estabelecer uma base, uma tendência para criar normas sobre a ligação entre o capital humano e o financeiro, permitindo que os Recursos Humanos se destaquem e sejam apreciados pelas equipes seniores de gestão nas organizações.

Estas questões serão apresentadas pelo Professor Nick Bontis e discutidas no Tema B das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.

Atribuindo valor aos intangíveis
Oliver Schwabe

Se você está a tentar entender como criar valor mensurável a partir da informação, das pessoas e da tecnologia, num ambiente permanentemente em mudança, complexo, dinâmico, criativo, orientado pela informação e pelas pessoas, e focado na procura, então esta apresentação dar-lhe-á uma base sólida para atingir o seu objectivo. O serviço “Proof of Value” ajuda as organizações a serem bem sucedidas com os seus colaboradores, a sua informação e a sua tecnologia. O “Proof of Value” é um conjunto de três ferramentas, combinadas com ampla experiência práctica e investigação de ponta, que são aplicadas onde existir uma necessidade de resultados reais e sustentáveis, bem como valor, de investimentos em projectos empresariais.

Ainda que o “Proof of Value” possa ser aplicado para justificar um negócio, não é aí que se encontra o seu verdadeiro valor. O “Proof of Value” pretende facultar uma grelha de trabalho para reflexão e comunicação que auxilie gestores e utilizadores a colaborarem em projectos, para obter valor da organização.

Este conjunto de ferramentas será apresentado pelo Professor Oliver Schwabe e discutido no Tema B das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.

O futuro do conhecimento: Prosperidade crescente através do valor
Verna Alee

Esta apresentação não é sobre gestão de conhecimento mas sobre conhecimento e sobre a forma como o conhecimento é transferido entre pessoas e organizações. Numa altura em que o centro está constantemente a deslocar-se e onde nada é certo, a chave do sucesso organizacional reside nas relações que geralmente envolvem trocas. Até ao momento, a maioria das organizações apenas considera trocas de bens tangíveis. E os bens intangíveis? Eles são muito importantes e podem ditar o valor de uma organização. A oradora defende que há três tipos de intangíveis: competências humanas ou capital humano; estrutura interna ou capital estrutural; estrutura externa. Estes apresentam duas características fundamentais: são dados mas não se perdem; e, quando são dados criam-se ou geram-se ainda mais. Contudo, a autora defende ainda que há duas excepções a esta regra: a propriedade intelectual (patentes, copyright, etc.) que é um tipo de conhecimento que se perde quando se dá; e, às vezes, o conhecimento desvaloriza à medida que é mais partilhado.

Esta temática será apresentada pela oradora Verna Alee e discutida no Tema B das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.


A organização condutora – construindo para lá da sustentabilidade: conhecimento e liderança no século 21
Hubert Saint-Onge

A cultura da organização é o ponto central da sua capacidade de desempenho. Na economia do conhecimento estão a emergir novas regras e as organizações têm que repensar como é que vão competir, nivelando o seu conhecimento tácito – activos intangíveis – de forma a criarem e sustentarem vantagem estratégica.
Nesta apresentação, Hubert Saint-Onge foca as relações com os clientes baseadas no conhecimento, as estruturas internas inovadoras e a cultura de aprendizagem auto desenvolvida, para explicar os elementos de construção que têm que estar alinhados para sustentar uma cultura baseada no conhecimento, tão importante para alcançar uma performance organizacional superior.
Esta apresentação disponibiliza um esquema para criar e liderar organizações com fortes culturas baseadas no conhecimento de forma a atingirem desempenhos extraordinários. Usando a ideia da condutividade, o autor descreve a organização do futuro bem sucedida como aquela que aumenta a qualidade e o fluxo de conhecimento no seu interior e na sua rede de fornecedores, clientes e outros colaboradores.

Este tema será apresentado pelo orador Hubert Saint-Onge e discutido no Tema B das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.

A abordagem difusora dos sistemas de informação inteligentes.
John Maloney

Esta apresentação versa a inteligência dos sistemas de informação nas organizações explorando os modelos sociais, as arquitecturas e as tecnologias empregues. Descreve como as organizações focadas no futuro optimizam a produtividade dos seus trabalhadores do conhecimento, os ecossistemas de conhecimento transorganizacional e a inovação.
O autor apresenta as vantagens e os riscos empresariais de estabelecer infra estruturas com capacidades de ponta para guiar e optimizar os ecossistemas e as redes de criação do valor inter organizacionais. Felizmente a teoria da empresa baseada no conhecimento emergente que promove a colaboração descentralizada enfatiza as redes sociais e as tecnologias de relacionamento, oferecendo grande oportunidade de gerar soluções para os desafios que se colocam à inteligência dos sistemas de informação. A colaboração contextual que envolve os colaboradores chave, a informação relevante e os ambientes sociais de trabalho, optimiza o trabalho dos sistemas de informação inteligentes torna-o mais produtivo e inovador, gerando margens operacionais globais mais elevadas. As estratégias e as tácticas difusoras do centro para a periferia dos sistemas de informação inteligentes permitem o crescimento sustentado da produtividade, a inovação e a excelência contínua na colaboração inter organizacional.

Esta perspectiva será apresentada pelo orador John Maloney e discutida no Tema B das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.

 

3ª semana de 31/01/2005 to 04/02/2005

Tema C : “Sociedade, Cidades e Redes de Conhecimento “

Moderadora: Ana Neves

“Cidades do Conhecimento” – conceitos e exemplos à volta do mundo”
Debra M. Amidon

A ideia de Cidade do conhecimento é a mais nova e mais quente dimensão emergente da economia baseada no conhecimento. Na economia do conhecimento, o desenvolvimento humano depende de, não em “ter mais”, mas em “ser mais” – tornando-se num co-criador do futuro da humanidade. Nunca mais desde a histórica Polis grega, uma formação urbana se tornou tão prospectiva para a democracia como a que está a emergir na Cidade do Conhecimento. Se os meios de produção agora realmente residem nas mentes dos produtores, então irá haver uma distribuição mais equilitária das oportunidades, pois qualquer um pode ter uma óptima ideia. A Cidade do Conhecimento é o culminar e a síntese da “Cidade da Criatividade”, da “Cidade da Ciência” e da “Cidade Digital” onde artes e ciências se unificam e se tornam numa ecologia urbana do século XXI, fundamentalmente humana, catalizada pelos avanços das tecnologias de comunicação. As Cidades do Conhecimento estão activamente interessadas em aumentar as suas capacidades inovativas para suportar os negócios, a educação e as artes, de forma a que os seus cidadãos individuais sejam inspirados e energizados pelo conhecimento. As Cidades do Conhecimento aprendem umas com as outras acerca das políticas e abordagens que podem desenvolver dinâmicas comunidades co-criativas. Estas Zonas do Conhecimento – que agora trespassam fronteiras geográficas e industriais – estão a tornar-se comunidades ligadas por praticas inovadoras nas quais as ideias flúem desde o ponto de origem até ao ponto da necessidades ou da oportunidade.

Estes são os conceitos e perspectiva será apresentada pelo orador Debra AMidon e discutida no Tema C das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.

“Zonas de Inovação do Conhecimento” (Knowledge Innovation Zones (KIZs) )“
Bryan Davis

Uma Zona de Inovação do Conhecimento, ou KIZ é uma região, sector económico ou comunidade de pratica na qual o conhecimento flui desde o ponto de origem até ao ponto de máxima necessidade ou oportunidade para aumentar a performance económica, socio-política e de bem-estar. Estas iniciativas são o resultado da visão de longo-prazo de Debra Amidon e de Bryan Davis, para uma nova ordem da economia mundial baseada no conhecimento, na inovação, no sistema de valores, sucesso dos “stakeholders” e colaboração internacional.

Este é o tema que será apresentada pelo orador Bryan Davis e discutida no Tema C das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.

“Redes Sociais nas Organizações”
Andrew Parker/Rob Cross

Usando análise de redes sociais para facilitar a partilha do conhecimento no seio de uma organização

Extensa pesquisa nas áreas da sociologia e estudos organizacionais têm consistentemente demonstrado a importância das redes pessoais de relacionamento como uma conduta para a informação e o conhecimento. Estes relacionamentos não só ajudam os indivíduos na sua aprendizagem como formam uma rede dinâmica que estende as capacidades pessoal de uma pessoa para encontrar informação e resolver problemas. Como resultado, a criação de um ambiente social onde o conhecimento é partilhado e aplicado mais rapidamente entre empregados, equipas, departamentos ou organizações, é um desafio de crítica e primordial importância.
A Análise de redes sociais é uma ferramenta rica, que pode ser utilizada como diagnóstico para determinação dos pontos-chave de colaboração numa unidade organizacional. Esta apresentação irá ilustrar como a análise de redes sociais pode ser usada para promover a criação partilha de conhecimento no interior ou através das fronteiras organizacionais. Esta apresentação irá também focar em três áreas onde a análilse de redes pode facilitar melhorias positivas no interior de uma rede: a promoção do planeamento da rede individual, o suporte do desenvolvimento relacional em redes e a medição da afectação do contexto organizacional.

Este é o tema que será apresentado pelo orador Andrew Parker Assistente de Rob Cross.e discutida no Tema C das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.

“Clusters de Conhecimento para uma Vantagem Inovativa”
Piero Formica

Os Clusters de conhecimento (KCs) servem um objectivo maior de cultivar novos empreendimentos orientados ao crescimento. Novos empreendedores que focalizam mais no crescimento e menos na auto-suficiência, podem não há razões simples que expliquem porque isto acontece.

As opiniões daqueles que, pela sua própria capacidade, participam em grupos de conhecimento e comunidades de pratica, transportam consigo mais “peso” do que as organizações a que pertencem.
A Criatividade nos negócios é estimulado pelas decisores de investimento onde o bom-senso dos princípios corporativos dos cálculos racionais é contrabalançado pelas capacidades do “espírito animal” para fazer crescer ideias.
KCs são caracterizadas pelas relações interpessoais. Estas incluem:
- empreendedores e aspirantes a empreendedores
- investigadores
- investidores
- consultores
- agentes de desenvolvimento, locais

Este é o tema que será apresentado pelo orador Piero Formica e discutida no Tema C das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.

“As Cidades e as Classes Criativas”
Richard Florida & Irene Tinagli

As empresas estão a competir de uma forma diferente. Estar onde estão as ideias e a inovação tornou-se imperativo. Os talentos criativos também já não trabalham em qualquer sítio. Querem estar onde está a acção e onde o seu trabalho é valorizado, é do que nos vem falar com base nas conclusões do seu estudo em pareceria com Richard Florida “A Europa na Idade Criativa”

Este é o tema que será apresentado pela oradora Irene Tinagli, Assistente de Richard Florida, e discutida no Tema C das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.
 


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