|
1ª Semana:
17/01/2005 a 21/01/2005
Tema A: Gestão do Conhecimento e Aprendizagem Individual e
Organizacional
Moderador:
Leonor Cardoso
Gestão
de conhecimento pessoal
Tom Davenport
Quanto tempo passa diariamente à procura da informação e do
conhecimento de que precisa para realizar o seu trabalho? Já alguma
vez sentiu que as ferramentas de que dispõe para ajudar nessa tarefa
parece que desajudam?
Pois bem, Tom Davenport, um dos grandes nomes da gestão dos últimos
anos, pode ter solução para os seus problemas. Nesta apresentação,
Tom irá partilhar a sua perspectiva e os seus conselhos práticos
sobre como melhorar a produtividade e o desempenho dos trabalhadores
do conhecimento: isto é, de todos nós. Este será também o tema do
seu próximo livro prestes a ser publicado.
Gestão de conhecimento
centrada nas pessoas: como um eficaz processo
Karl Wiig
Todos concordam que o objectivo da gestão de conhecimento é conduzir
ao sucesso das organizações. Esse sucesso advém do bom desempenho
das pessoas que nelas trabalham. Por sua vez, esse desempenho
depende da forma como as pessoas gerem e aplicam o seu conhecimento.
Na sua apresentação, Karl irá expor um modelo de conhecimento para
Situation Handling que se centra nas pessoas. Uma gestão de
conhecimento centrada nas pessoas oferece a possibilidade de criar
modelos mentais de referência para lidar eficazmente com problemas e
criar capital intelectual estrutural.
Criar
comunidades de prática
Debra Wallace
Quem não ouviu ainda falar de comunidades de prática? Mas, afinal, o
que são? E para que servem? E como se criam e mantêm?
Avaliando
os efeitos dos portais corporativos em iniciativas de gestão de
conhecimento
Rodrigo Baroni
Hoje em dia é practicamente impossível imaginar uma organização que
não recorra à tecnologia como suporte dos seus processos nucleares.
Assim, não é de estranhar que as tecnologias de informação tenham
sido colocadas ao serviço da gestão de conhecimento como forma de
facilitar o desenvolvimento de comunidades de prática, a criação de
conhecimento, a gestão de competências e o processo de tomada de
decisão. Os portais corporativos são um dos exemplos disponíveis.
Rodrigo irá apresentar uma ferramenta para avaliação qualitativa de
portais corporativos. Esta ferramenta permite às organizações
identificar áreas para melhoria de forma a maximizar o potencial
desta solução tecnológica.
A
nova gestão de conhecimento: complexidade, aprendizagem, e inovação
sustentável
Mark McElroy
A grande maioria concorda que a estratégia de gestão de conhecimento
deve estar alinhada com a estratégia de negócio. Mas, o que acontece
se a estratégia de negócio não for sustentável? Qual o papel da
gestão de conhecimento neste cenário?
Na sua apresentação, Mark irá debater esta questão, bem como revelar
a relação que existe entre o crescente movimento de sustentabilidade
e a gestão de conhecimento. Esta relação implica que a gestão de
conhecimento, tal como agora a vemos, não é sustentável.
2ª semana de 24/01/2005 a
28/01/2005
Tema B :“O Valor do Conhecimento e
do Capital Intelectual nas Organizações”
Moderador: Carla Curado
Mapas
causais do capital intelectual
Nick Bontis
Esta apresentação dá a conhecer os resultados de uma nova e
totalmente diferente metodologia de Recursos Humanos que mede os
antecedentes de uma gestão do capital humano efectiva e eventuais
motores da performance empresarial. Os objectivos chave desta
metodologia de mapas causais são:
a) reconciliar
a utilização de medidas económicas e perceptivas de gestão do
capital humano para gestores de Recursos Humanos;
b) determinar coeficientes de relação entre diversas variáveis
latentes (recursos humanos, tecnologias de informação, gestão do
conhecimento, liderança e performance organizacional);
c) divulgar a posição relativa das organizações participantes para
que o capital intelectual possa ser redistribuído mais
eficientemente;
d) estabelecer um trajecto de investigação que produza avanços
empíricos nos campos do capital intelectual e gestão do
conhecimento;
e) estabelecer uma base, uma tendência para criar normas sobre a
ligação entre o capital humano e o financeiro, permitindo que os
Recursos Humanos se destaquem e sejam apreciados pelas equipes
seniores de gestão nas organizações.
Estas questões serão apresentadas pelo Professor Nick Bontis e
discutidas no Tema B das Conferências Online e Workshop da APGC
sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.
Atribuindo valor aos
intangíveis
Oliver Schwabe
Se você está a tentar entender como criar valor mensurável a partir
da informação, das pessoas e da tecnologia, num ambiente
permanentemente em mudança, complexo, dinâmico, criativo, orientado
pela informação e pelas pessoas, e focado na procura, então esta
apresentação dar-lhe-á uma base sólida para atingir o seu objectivo.
O serviço “Proof of Value” ajuda as organizações a serem bem
sucedidas com os seus colaboradores, a sua informação e a sua
tecnologia. O “Proof of Value” é um conjunto de três ferramentas,
combinadas com ampla experiência práctica e investigação de ponta,
que são aplicadas onde existir uma necessidade de resultados reais e
sustentáveis, bem como valor, de investimentos em projectos
empresariais.
Ainda que o “Proof of Value” possa
ser aplicado para justificar um negócio, não é aí que se encontra o
seu verdadeiro valor. O “Proof of Value” pretende facultar uma
grelha de trabalho para reflexão e comunicação que auxilie gestores
e utilizadores a colaborarem em projectos, para obter valor da
organização.
Este conjunto de ferramentas será
apresentado pelo Professor Oliver Schwabe e discutido no Tema B das
Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações
baseadas em Conhecimento”.
O
futuro do conhecimento: Prosperidade crescente através do valor
Verna Alee
Esta
apresentação não é sobre gestão de conhecimento mas sobre
conhecimento e sobre a forma como o conhecimento é transferido entre
pessoas e organizações. Numa altura em que o centro está
constantemente a deslocar-se e onde nada é certo, a chave do sucesso
organizacional reside nas relações que geralmente envolvem trocas.
Até ao momento, a maioria das organizações apenas considera trocas
de bens tangíveis. E os bens intangíveis? Eles são muito importantes
e podem ditar o valor de uma organização. A oradora defende que há
três tipos de intangíveis: competências humanas ou capital humano;
estrutura interna ou capital estrutural; estrutura externa. Estes
apresentam duas características fundamentais: são dados mas não se
perdem; e, quando são dados criam-se ou geram-se ainda mais.
Contudo, a autora defende ainda que há duas excepções a esta regra:
a propriedade intelectual (patentes, copyright, etc.) que é um tipo
de conhecimento que se perde quando se dá; e, às vezes, o
conhecimento desvaloriza à medida que é mais partilhado.
Esta temática
será apresentada pela oradora Verna Alee e discutida no Tema B das
Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações
baseadas em Conhecimento”.
A
organização condutora – construindo para lá da sustentabilidade:
conhecimento e liderança no século 21
Hubert Saint-Onge
A cultura da organização é o ponto central da sua capacidade de
desempenho. Na economia do conhecimento estão a emergir novas regras
e as organizações têm que repensar como é que vão competir,
nivelando o seu conhecimento tácito – activos intangíveis – de forma
a criarem e sustentarem vantagem estratégica.
Nesta apresentação, Hubert Saint-Onge foca as relações com os
clientes baseadas no conhecimento, as estruturas internas inovadoras
e a cultura de aprendizagem auto desenvolvida, para explicar os
elementos de construção que têm que estar alinhados para sustentar
uma cultura baseada no conhecimento, tão importante para alcançar
uma performance organizacional superior.
Esta apresentação disponibiliza um esquema para criar e liderar
organizações com fortes culturas baseadas no conhecimento de forma a
atingirem desempenhos extraordinários. Usando a ideia da
condutividade, o autor descreve a organização do futuro bem sucedida
como aquela que aumenta a qualidade e o fluxo de conhecimento no seu
interior e na sua rede de fornecedores, clientes e outros
colaboradores.
Este tema será apresentado pelo orador Hubert Saint-Onge e discutido
no Tema B das Conferências Online e Workshop da APGC sobre “Gestão
de Organizações baseadas em Conhecimento”.
A
abordagem difusora dos sistemas de informação inteligentes.
John Maloney
Esta apresentação versa a inteligência dos sistemas de informação
nas organizações explorando os modelos sociais, as arquitecturas e
as tecnologias empregues. Descreve como as organizações focadas no
futuro optimizam a produtividade dos seus trabalhadores do
conhecimento, os ecossistemas de conhecimento transorganizacional e
a inovação.
O autor apresenta as vantagens e os riscos empresariais de
estabelecer infra estruturas com capacidades de ponta para guiar e
optimizar os ecossistemas e as redes de criação do valor inter
organizacionais. Felizmente a teoria da empresa baseada no
conhecimento emergente que promove a colaboração descentralizada
enfatiza as redes sociais e as tecnologias de relacionamento,
oferecendo grande oportunidade de gerar soluções para os desafios
que se colocam à inteligência dos sistemas de informação. A
colaboração contextual que envolve os colaboradores chave, a
informação relevante e os ambientes sociais de trabalho, optimiza o
trabalho dos sistemas de informação inteligentes torna-o mais
produtivo e inovador, gerando margens operacionais globais mais
elevadas. As estratégias e as tácticas difusoras do centro para a
periferia dos sistemas de informação inteligentes permitem o
crescimento sustentado da produtividade, a inovação e a excelência
contínua na colaboração inter organizacional.
Esta perspectiva será apresentada pelo orador John Maloney e
discutida no Tema B das Conferências Online e Workshop da APGC sobre
“Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.
3ª semana
de 31/01/2005 to 04/02/2005
Tema C :
“Sociedade, Cidades e Redes de Conhecimento “
Moderadora:
Ana Neves
“Cidades
do Conhecimento” – conceitos e exemplos à volta do mundo”
Debra M. Amidon
A ideia de Cidade do conhecimento é a mais nova
e mais quente dimensão emergente da economia baseada no
conhecimento. Na economia do conhecimento, o desenvolvimento humano
depende de, não em “ter mais”, mas em “ser mais” – tornando-se num
co-criador do futuro da humanidade. Nunca mais desde a histórica
Polis grega, uma formação urbana se tornou tão prospectiva para a
democracia como a que está a emergir na Cidade do Conhecimento. Se
os meios de produção agora realmente residem nas mentes dos
produtores, então irá haver uma distribuição mais equilitária das
oportunidades, pois qualquer um pode ter uma óptima ideia. A Cidade
do Conhecimento é o culminar e a síntese da “Cidade da
Criatividade”, da “Cidade da Ciência” e da “Cidade Digital” onde
artes e ciências se unificam e se tornam numa ecologia urbana do
século XXI, fundamentalmente humana, catalizada pelos avanços das
tecnologias de comunicação. As Cidades do Conhecimento estão
activamente interessadas em aumentar as suas capacidades inovativas
para suportar os negócios, a educação e as artes, de forma a que os
seus cidadãos individuais sejam inspirados e energizados pelo
conhecimento. As Cidades do Conhecimento aprendem umas com as outras
acerca das políticas e abordagens que podem desenvolver dinâmicas
comunidades co-criativas. Estas Zonas do Conhecimento – que agora
trespassam fronteiras geográficas e industriais – estão a tornar-se
comunidades ligadas por praticas inovadoras nas quais as ideias
flúem desde o ponto de origem até ao ponto da necessidades ou da
oportunidade.
Estes são os conceitos e perspectiva será apresentada pelo orador
Debra AMidon e discutida no Tema C das Conferências Online e
Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em
Conhecimento”.
“Zonas de Inovação do
Conhecimento” (Knowledge Innovation Zones (KIZs) )“
Bryan Davis
Uma Zona de Inovação do Conhecimento, ou KIZ é uma região, sector
económico ou comunidade de pratica na qual o conhecimento flui desde
o ponto de origem até ao ponto de máxima necessidade ou oportunidade
para aumentar a performance económica, socio-política e de
bem-estar. Estas iniciativas são o resultado da visão de longo-prazo
de Debra Amidon e de Bryan Davis, para uma nova ordem da economia
mundial baseada no conhecimento, na inovação, no sistema de valores,
sucesso dos “stakeholders” e colaboração internacional.
Este é o tema que será apresentada
pelo orador Bryan Davis e discutida no Tema C das Conferências
Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em
Conhecimento”.
“Redes
Sociais nas Organizações”
Andrew Parker/Rob Cross
Usando análise
de redes sociais para facilitar a partilha do conhecimento no seio
de uma organização
Extensa
pesquisa nas áreas da sociologia e estudos organizacionais têm
consistentemente demonstrado a importância das redes pessoais de
relacionamento como uma conduta para a informação e o conhecimento.
Estes relacionamentos não só ajudam os indivíduos na sua
aprendizagem como formam uma rede dinâmica que estende as
capacidades pessoal de uma pessoa para encontrar informação e
resolver problemas. Como resultado, a criação de um ambiente social
onde o conhecimento é partilhado e aplicado mais rapidamente entre
empregados, equipas, departamentos ou organizações, é um desafio de
crítica e primordial importância.
A Análise de redes sociais é uma ferramenta rica, que pode ser
utilizada como diagnóstico para determinação dos pontos-chave de
colaboração numa unidade organizacional. Esta apresentação irá
ilustrar como a análise de redes sociais pode ser usada para
promover a criação partilha de conhecimento no interior ou através
das fronteiras organizacionais. Esta apresentação irá também focar
em três áreas onde a análilse de redes pode facilitar melhorias
positivas no interior de uma rede: a promoção do planeamento da rede
individual, o suporte do desenvolvimento relacional em redes e a
medição da afectação do contexto organizacional.
Este é o tema
que será apresentado pelo orador Andrew Parker Assistente de Rob
Cross.e discutida no Tema C das Conferências Online e Workshop da
APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.
“Clusters de
Conhecimento para uma Vantagem Inovativa”
Piero Formica
Os Clusters de conhecimento (KCs)
servem um objectivo maior de cultivar novos empreendimentos
orientados ao crescimento. Novos empreendedores que focalizam mais
no crescimento e menos na auto-suficiência, podem não há razões
simples que expliquem porque isto acontece.
As opiniões daqueles que, pela sua
própria capacidade, participam em grupos de conhecimento e
comunidades de pratica, transportam consigo mais “peso” do que as
organizações a que pertencem.
A Criatividade nos negócios é estimulado pelas decisores de
investimento onde o bom-senso dos princípios corporativos dos
cálculos racionais é contrabalançado pelas capacidades do “espírito
animal” para fazer crescer ideias.
KCs são caracterizadas pelas relações interpessoais. Estas incluem:
- empreendedores e aspirantes a empreendedores
- investigadores
- investidores
- consultores
- agentes de desenvolvimento, locais
Este é o tema que será apresentado
pelo orador Piero Formica e discutida no Tema C das Conferências
Online e Workshop da APGC sobre “Gestão de Organizações baseadas em
Conhecimento”.
“As
Cidades e as Classes Criativas”
Richard Florida & Irene Tinagli
As empresas estão a competir de uma
forma diferente. Estar onde estão as ideias e a inovação tornou-se
imperativo. Os talentos criativos também já não trabalham em
qualquer sítio. Querem estar onde está a acção e onde o seu trabalho
é valorizado, é do que nos vem falar com base nas conclusões do seu
estudo em pareceria com Richard Florida “A Europa na Idade Criativa”
Este é o tema que será apresentado
pela oradora Irene Tinagli, Assistente de Richard Florida, e
discutida no Tema C das Conferências Online e Workshop da APGC sobre
“Gestão de Organizações baseadas em Conhecimento”.
|